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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

LIBERDADE #21: ELA NÃO É UM FIM, É UM MEIO...

Seja livre, até mesmo da sua liberdade... devemos saber a quem servir, a quem nos 'prender', de quem devemos nos 'desligar', a quem nunca devemos obedecer... mas tudo isto não simplesmente para se dizer livre, mas como primeiro passo (indispensável) de seu próprio autodesenvolvimento.
Somente sendo livre você será capaz de não culpar ninguém pelas suas próprias escolhas, e conseguirá sentir o peso real do que temos que deixar para trás para conseguir alcançar nossos sonhos... pessoas presas a situações, a outras pessoas, ao passado, a sentimentos... muitas vezes por escolha própria... continuam assim porque querem ter a quem culpar... e enquanto estiverem assim nunca conseguirão evoluir, ultrapassar esta etapa de suas vidas para outra, melhor.
Ser livre é perceber que não há culpados pelos problemas da vida. Há escolhas. E deixamos de 'brincar' de viver, para viver realmente em profundidade, quando assumimos que NÓS podemos escolher, e assumiremos as consequências e/ou frutos do que decidimos para nosso próprio caminho.
Todos nós nascemos livres, e só o deixamos de ser quando assim quisermos. Você é livre, e pode exercer sua liberdade a qualquer momento. Basta assumir a responsabilidade pela sua própria felicidade, do seu próprio desenvolvimento.
domingo, 25 de setembro de 2016

LIBERDADE #20: SEJA FIEL ÀS PESSOAS QUE REALMENTE SE PREOCUPAM COM VOCÊ

Liberdade não é não depender de ninguém.... liberdade é depender das pessoas que VOCÊ escolheu para estarem ao seu lado, por te ajudarem a ser quem você é e quem quer ser, pessoas que se preocupam em ver você buscando seus objetivos, respeitando seu espaço e suas escolhas, mesmo que também tenham suas próprias. Não é difícil reconhecer tais pessoas, desde que tenhamos um mínimo de sensibilidade e um nível baixo de egoísmo e narcisismo. Na vida você nunca conseguirá nada sozinho... mas você não precisa se prender à todas as pessoas que o destino lhe traz... escolha aquelas que realmente demonstram se preocupar, as que compartilham dos mesmos valores, dos mesmos ideais, aquelas que te ajudam a ser alguém melhor, que buscam estar lá onde você também quer chegar... assim vocês percorrerão o caminho juntos... a culpa é das estrelas...
O ser humano é um ser gregário, social. Não somos capazes de sobreviver sozinhos, muito menos de conquistar nossos objetivos apenas com nossa força de vontade. Em algum momento você precisará, se não da ajuda, que pelo menos outros não lhe atrapalhem ou se interponham entre você e seu objetivo.
Diversas pessoas passarão pelas nossas vidas. Digo passar, pois algumas delas, de tão especiais e significativas para nossa evolução, para nosso desenvolvimento, para nossa própria motivação de prosseguir mesmo após os obstáculos naturais da vida, permanecerão bom tempo, senão a vida toda (se tivermos sorte disto) ao nosso lado.

O HUMOR E SUA FUNÇÃO - por Jacques Stifelman - psicanalista (ÍNTEGRA)


O humor tem a peculiar capacidade de passar pelas frestas mais secretas de nossa mente. Frestas escondidas num delicado e complexo labirinto de autoridades forjadas de protetoras e legitimadoras de nossas mais temíveis fantasias de aniquilamento. O humor que rearranja nossos estados mentais de paralisia e terror frente ao desconhecido interno e externo aparece em sua manifestação sensorial como um desmoralizador de autoridades (internas e externas) tornando o temor à insanidade um temor possível de ser experimentado. O humor nos conduz ao simbólico que não pudemos criar explodindo em alívio e risos. É preciso, no entanto, ao pensar nos seus limites como manifestação social que a partir de um ponto que pretendo discutir, o humor ao invés de colaborar com o simbólico nos empurra ao concreto, retificando e aterrorizando novamente 
 Gravado em 27/11/2015 no espaço CPFL - Cultura (Campinas) para o programa Café Filosófico (TV Cultura)
sábado, 24 de setembro de 2016

O MEDO À LIBERDADE: dos DITADORES à AUTOAJUDA, por LEANDRO KARNAL


A ditadura czarista foi substituída pela stalinista. A opressão do imperador chinês foi trocada pelo controle de Mao. As democracias ocidentais gravam, filmam, rastreiam e guardam mais documentos dos indivíduos do que sonharam todos os fascismos. Há deleite coletivo em dar pistas e rastros nas redes sobre tudo que fazemos. Os grandes sistemas religiosos deram lugar a dicas de autoajuda, controle alimentar e receitas de sucesso. A teologia clássica cedeu espaço ao empreendedorismo. O que há de errado na liberdade? Qual o mistério de “ser livre” que todos falam mas quase ninguém busca?
Palestra do Filósofo Leandro Karnal (USP), no espaço CPFL-Cultura.

LIBERDADE #19: AÇÕES E FATOS SÃO IMPORTANTES, IGNORE AS NARRATIVAS!

Um mundo de narrativas é aquele dominado por pessoas ótimas de discurso. Ótimas de retórica... e nem sempre boas para colocar a mão na massa, levantando-se da cadeira e indo enfrentar os problemas reais que afetam a si e ao mundo. Algumas profissões são baseadas unicamente na retórica... geralmente, nestas áreas, as pessoas preocupam-se demasiadamente com a imagem de si próprias e a aparência de suas ações, e quase nada com sua essência e com a efetividade dos resultados do que fazem. Um mundo dominado por narrativas é aquele em que pessoas muito boas em impor palavras e pontos de vista vencem discussões (única coisa com que se preocupam), mas também é um mundo em que os problemas, conflitos, falta de objetividade, de produtividade, de conquistas predominam... um mundo em que os donos do discurso (ou pela posição que ocupam ou por suas habilidades retóricas) se preocupam apenas em achar culpados e em inventar soluções mirabolantes (e nunca plenamente aplicáveis) a problemas simples de se resolver quando se tem humildade e sentimento de pertença, de querer resolver algo fazendo parte da solução, e não apenas 'mandando', 'controlando', 'impondo pontos de vista' e aguardando alguém fazer alguma coisa.
A própria internet, quando não é vista como apenas uma ferramenta, mas sim como um universo paralelo ao nosso, acaba se transformando num potencializador de escritores de narrativas vazias e sem conteúdo concreto.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MELANCOLIA DO PODER - palestra do filósofo VLADIMIR SAFATLE (USP) - VERSÃO COMPLETA

Vladimir Safatle, filósofo e professor da USP, aborda o tema “Melancolia do poder”. “O poder age em nós através da melancolia. Não há nenhuma dominação que seja baseada apenas na coerção, mas toda dominação só pode se realizar como uma forma de amor. Amamos o que nos domina, o que nos leva à questão de saber que forma é esta de amor que organiza nossa servidão”, afirma. “Se partirmos da compreensão freudiana de que a melancolia é uma forma de amor - a saber, amor por objetos perdidos que nunca podem ser elaborados - podemos ter um eixo para compreender as dinâmicas psíquicas da sujeição”, complementa o filósofo.
Palestra gravada dia 19/08/2016 no Espaço Café Filosófico - CPFL - Cultura. 
quinta-feira, 22 de setembro de 2016

LIBERDADE #18: SER DO BEM É SER LIVRE!

Ninguém foge da própria consciência, por mais esperto que tente ser. Mesmo as pessoas que costumam agir trapaceando, puxando o tapete dos outros, que tentam levar vantagem em tudo, não escapam da noção de certo e errado que até os piores bandidos carregam em seu inconsciente.
Atos falhos, autopunição,  auto-exposição de seu verdadeiro eu.... são algumas atitudes, muitas vezes involuntárias, que as pessoas que agem só em benefício próprio costumam sofrer, de si mesmas...
Pessoas ruins se auto-denunciam, basta que tenhamos um feeling e tranquilidade para ler seus sinais. Elas são presas ao seu próprio lado mau, pois na ânsia de levar vantagem, de querer ser mais que todos os outros, de demonstrar poder, acabam alimentando seu próprio lado autopunitivo, inconsciente, que lhes fará colher, em doses maciças, tudo aquilo que plantou. Esta prisão é aquela que ela mesma construiu para si própria... a mais difícil de fugir, já que ninguém, a não ser a própria pessoa, será capaz de redimir os erros cometidos e livrar-se das próprias punições.

Agir pensando no benefício de todos à sua volta é libertar-se não apenas da culpa, da vergonha e do medo (os três piores limitadores do ser humano), mas também potencializar seus dons naturais, pela força do inconsciente. Este ser que vive dentro de nós, o inconsciente, é alimentado pelos nossos sentimentos, pelas nossas verdadeiras razões semi-ocultas... e nos ajudará (ou atrapalhará) na conquista de nossos sonhos e desejos.
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