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domingo, 25 de maio de 2014

TESTE se você tem COMPULSÃO POR ALIMENTOS e veja DICAS para CONTROLÁ-LA!

TESTE se você tem COMPULSÃO POR ALIMENTOS e veja DICAS para CONTROLÁ-LA!

Você tem COMPULSÃO POR ALIMENTOS? Não consegue MANTER O PESO? Regime nenhum no mundo dá certo para você? Após um regime intenso você sempre volta ao mesmo peso ou AUMENTA O PESO?
 Faça o teste e descubra se você age compulsivamente com relação aos alimentos. Mais abaixo, damos orientações de como controlar melhor esta compulsividade:
 


Responda para cada uma das perguntas com Sim ou Não. Para facilitar, todas as perguntas estão marcadas como 'não'. Seja sincero, para que o resultado represente a realidade. Ao final, clique no botão ‘calcular pontos’ e compare com a tabela de resultados. Não deixe de responder a nenhuma das questões, e como conselho, marque esta página nos seus favoritos, e realize este teste periodicamente:


1. Costuma comer por que quer se dar algo de bom?

2. Você para de comer quando se sente saciado? Conhece esta sensação?

3. Consegue administrar sua fome? Sabe esperar antes de atacar qualquer comida que aparecer pela frente?

4. Pensa em comida o dia inteiro?

5. Come se está triste ou alegre?

6. Come por impulso, mesmo sem estar com fome?

7. Já comeu por que não tinha o que fazer?

8. Em alguma madrugada, você já levantou e 'assaltou' a geladeira?

9. Você planeja suas refeições? Tenta não comer qualquer besteira?

10. Você tem preguiça de se mexer? Mesmo que for para ir à padaria da esquina?

pontos.

 -Menos de 30 pontos: Você vê a comida mais como uma necessidade do que como uma compulsão. Parabéns. Aprecie o prazer e o sabor dos alimentos. Pode até se dar o direito de pequenos deslizes, comendo mais do que deveria, de vez em quando, que isto provavelmente não terá impacto no seu peso.
 -Entre 30 e 60 pontos: Tem dias que você come sem parar, já em outros programa direitinho as refeições e busca uma alimentação balanceada. Não há pecado em descarregar emoções na comida de vez em quando, mas fique de olho para que esse comportamento não traga impactos para seu peso e saúde
 -Acima de 60 pontos:  Sua relação com a comida está muito ligada à impulsividade e você provavelmente descarrega as emoções no prazo. Isto não significa necessariamente que você está acima do peso, mas analise melhor como você se relaciona com o alimento. Busque reconhecer sua fome e saboreie o prato, sem exagerar na quantidade.


Saiba como lidar com a mania de comer para aliviar problemas emocionais

Para quem não resiste e devora o prato cheio de sua comida favorita é difícil entender como alguém consegue parar ao primeiro sinal de saciedade. Comer só quando estiver com fome, sem extrapolar nas quantidades, é a receita para não engordar. Mas como fazer quando a comida domina sua vida?
É comum ouvir a expressão “cabeça de gordo” quando se fala de hábitos e pensamentos que levam ao comer compulsivo, por hábito ou para descarregar as emoções. “Muitas pessoas fazem dieta a vida inteira e depois voltam a engordar. O problema é que a causa do ganho de peso não foi cortada, mas sim seu efeito, apenas com redução das calorias consumidas”, diz o neuropsiquiatra Sidney Chioro.
Médicos concordam que a má relação com a comida é uma das causas da obesidade. “O excesso de dietas pode ser resultado de não se trabalhar os comportamentos. Nossa sociedade dá muita importância para a questão da alimentação, para a magreza. Isso gera um comportamento obsessivo com a comida. Uma mente gorda pode existir em alguém que não come, mas só pensa em comida”, explica o psiquiatra argentino Maximo Ravenna.

Pare um minuto e pense: você costuma comer sem saber o motivo, apenas porque não tem nada o que fazer, ou porque está ansioso ou triste?
“O estresse, a baixa autoestima, a depressão, a perda de interesse e prazer em situações cotidianas e a ansiedade são manifestações psicológicas desencadeadoras da obesidade”, acrescenta Luciana Ferreira Ângelo, responsável pelo departamento de psicologia da Sociedade Brasileira de Hipertensão.
Já o psiquiatra Adriano Segal, coordenador do Departamento de Psiquiatria da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), afirma que a obesidade é uma doença grave e que a sua incidência não pode ser vista como uma consequência de aspectos psicológicos. “Dá trabalho, mas o fato é que a quantidade de comida tem que ser igual ou menor ao que a pessoa gasta. Se for maior, é suficiente para ganhar peso. Independente de quanto você come”.

Apesar dos cuidados, especialistas ensinam que também é importante encarar a alimentação como algo natural, prazeroso e saudável, em vez de encará-la como uma solução para problemas, principalmente emocionais.
A psicanalista inglesa Susie Orbach aconselha, em seu livro “Sobre a comida: reaprenda a comer e mude sua vida”, a descobrir por que você come quando não está com fome. Esta é uma das chaves para ter o peso adequado. Ela também indica só comer quando estiver com fome, comer o alimento pelo qual seu corpo sente fome (sem restrições que só acabam aumentando a vontade de comer), saborear cada bocado e sentir seu gosto, e parar de comer no instante que identificar que seu organismo já está saciado.
 

Desordem no organismo
O comer errado leva a uma desorganização de todo o organismo. “O impulso de comer leva a pessoa comer do jeito que engorda. Aí, então, ela não forma saliva e secreções digestivas suficientes. Todo o aparelho digestivo passa a funcionar errado”, explica o Chioro, que aplica uma técnica de projeções para superar a compulsão por comida.
Ravenna, que também tem uma técnica própria para combater o comer emocional, aponta que o paladar se acostuma e vira “dependente” de certos tipos de alimentos. “Estudos comprovam que alimentos calóricos têm um poder muito forte no cérebro, similar ao das drogas, o que favorece o vício e um comportamento obsessivo. Uma pessoa que bombardeia seu corpo durante muito tempo com comidas calóricas gera um condicionamento dos neurotransmissores. Aí, ela perde a noção do que é a fome”.
“Eliminei 33 kg apenas prestando mais atenção nas minhas ansiedades. Identificando o que queria no momento em que atacava a comida. Sem saber por quê, eu acabava indo para a geladeira”, relata a veterinária Janaína Santos.
Segundo Chioro, se a pessoa comer pela fome biológica, controlada pelo hipotálamo, ela vai ser magra. O problema é quando o sistema límbico entra em ação na formação das emoções, que desde cedo são atreladas à alimentação.
“As pessoas aprendem a relacionar a comida como algo de bom que ela está se dando, um presente. As emoções devem ser trabalhadas como emoções e não descontadas na alimentação, que tem outra função biológica”, diz Ângelo.
E o problema aparece quando isto passa a ser um hábito, destaca o argentino. Lembra do copo de água com açúcar para acalmar ou do delicioso bolo da vovó? O doce passa a ser visto como algo que acalma, reconforta e é a ele que você vai recorrer quando estiver mal. Ou vai comer tanto bolo na busca daquela sensação boa que você tinha quando era criança.

Triste porque está gordo, gordo porque está triste
Este é um bordão de Ravenna. Ele diz que a pessoa come para se acalmar ou porque está triste e acaba engordando, e aí come mais ainda porque sua autoimagem é prejudicada, o que diminui a autoestima. O primeiro passo para sair deste ciclo é pensar na função da comida em sua vida. Ela está suprindo a fome ou algum outro problema? “É comum as pessoas escolherem alguns alimentos e abusarem apenas deles como chocolate, pizza ou refrigerante. Elas acreditam que só aquele alimento as podem tranqüilizar”, lembra a psicóloga.
Tirar da comida o foco da sua vida e questionar hábitos também ajudam. “A comida para o obeso passa a ser um tema sempre presente nas conversas. Você pode estar preocupado com o que comer ou que não deve comer, mas sua vida acaba se baseando apenas nisso, em pensamentos reiterados sobre comida”, alerta Ravenna.
Adailton Sparaviezi sabe bem o que é isso. “Eu ia ao cinema e não pensava no filme que ia ver, só queria saber da pipoca e da coca-cola”, conta o ex-obeso que emagreceu 45 kg em 2 anos com o método de Chioro. Ele diz que as principais lições foram identificar quando estava saciado e parar de comer e quando estava comendo por hábito e não por fome.
Alguma mudança em seu cardápio? Sim, o churrasco. “Antes eu não comia para não engordar, agora eu sei que eu posso comer um pouco que não tem problema”.
 
Fonte: Lilian Ferreira do UOL Ciência e Saúde, em 22/09/2010
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