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sábado, 21 de junho de 2014

Mentes Perigosas: o Psicopata mora ao lado - os Predadores Sociais


Já teve um amigo(a) que pagou-lhe uma ajuda que você lhe deu com uma traição? Pessoas em quem confiava já lhe 'passaram a perna'? Já se surpreendeu com a maldade de pessoas que você acreditava serem tão 'boazinhas'? Não se surpreenda então. Você pode ter presenciado a ação de um psicopata. A maioria deles não chega a ser um assassino, mas podem causar grandes danos à sua vida!
Nas duas últimas semanas li este livro, publicado pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva (Editora Fontanar), emprestado por uma amiga de trabalho, e à parte de minhas críticas ao mesmo, posto agora uma resenha sobre o importante conteúdo que ele nos traz. Em primeiro lugar, saiba que de 100 pessoas que você tenha tido contato hoje, de 3 a 6 delas provavelmente apresentam traços de psicopatia, em maior ou menor grau. Talvez não a ponto de colocar sua vida em risco, mas certamente com potencial suficiente para lhe prejudicar e lhe causar grandes dores de cabeça.
São os denominados "Predadores Sociais": não sentem pena, dó, ou qualquer outro sentimento por suas 'vítimas'. Mas o pior de tudo não é isto: é o fato de que em geral possuem alto grau de inteligência social, conseguem disfarçar suas verdadeiras intenções e falta de valores morais e éticos, aproveitando-se da ajuda, do bom senso, da boa vontade da grande maioria das pessoas 'saudáveis' para atingir seus próprios interesses, e muitas vezes, para deleite próprio, para machucar, prejudicar, injustiçar qualquer pessoa que achem que mereça.
Vamos descrever as principais características de um psicopata:

  1. Não possuem sentimento de culpa, remorso ou desapontamento. NÃO POSSUEM QUALQUER SENTIMENTO DE EMPATIA! 




  • São excelentes ATORES, conseguem mentir descaradamente e quando descobertos, simplesmente mudam de assunto, sem sequer ficarem vermelhos de vergonha (pois NÃO TEM SENTIMENTOS)
  • São INQUIETOS: não conseguem seguir com a rotina natural da vida, do trabalho, da faculdade, etc. Por isto uma análise detida de suas vidas em geral apresenta constantes mudanças e instabilidade. Não ficam muito tempo em um emprego ou cargo. Se ficam na mesma empresa, fazem de tudo para passar por cima de quem quer que seja para conquistar outros cargos mais altos. E quando conseguem, passam por cima de quem lhes ajudou. Afinal, são PSICOPATAS!
  • IMPULSIVIDADE: psicopata é aquela pessoa que para chegar em seu destino quer tirar todas as pedras do caminho SEM PENSAR NAS CONSEQUÊNCIAS. É claro que alguns tem maior, e outros menor grau de psicopatia. Mas em todos, se você analisar determinadas ações que eles tomam para atingir seus objetivos pessoais (ou melhor, DESEJOS pessoais), verá que por diversas vezes há extrema desproporção entre os meios utilizados e os fins desejados. 
  • Os fins sempre justificam seus MEIOS! Para conseguirem o que querem, são capazes de qualquer coisa. Não se surpreenda. Até mesmo pedir desculpas, chorar, fingir que se importam. Farão de tudo para reconquistar uma confiança perdida, para novamente voltar a machucar-lhe, e da próxima vez, com mais maldade ainda.
  • Não possuem tratamento. Sim, infelizmente a psicopatia não possui um tratamento: os psicopatas são capazes de mentir e fingir até mesmo para terapeutas, aconselhadores e 'melhores amigos', que na realidade não existem, é apenas por interesse. Não acredite que um bom conselho irá mudar sua atitude, POIS NÃO VAI! Provavelmente você se tornará outra vítima dele(a).
  • Ele(a) SABE ONDE DÓI! O psicopata busca as fragilidades das pessoas, e as conhecem como ninguém. Isto se dá por falta da empatia, ou seja, eles não sentem emocionalmente o que a maioria das pessoas normais sentem. Então passaram a vida toda analisando friamente o comportamento (e o farão sempre), para perceber onde pode se aproveitar de você. E quando ele(a) descobrir, você estará FRITO! Cairá como um(a) patinho(a), e será tarde demais.
  • São INTELIGENTES, mas do lado do MAL. Falo mal porque considero 'bem' o 'bem comum', de todas as pessoas. E eles querem apenas o prazer próprio, e nada mais. Sua inteligência serve apenas para se beneficiarem. Se tiverem que prejudicar alguém, o farão!
  • Tentam se FAZER DE VÍTIMAS, e tornar suas vítimas CULPADAS por suas atitudes! Sempre procuram inverter os papéis, e para tanto, tem um poder de articulação, de fala, de gesticulação, de expressão que EM GERAL CONVENCE as pessoas. São capazes de bater e maltratar alguém apenas por prazer, e ainda tentar convencer que ela foi a culpada por apanhar. Parece mentira? Pois não é. Preste maior atenção á sua volta, e encontrará, mesmo que sutilmente, este tipo de comportamento. 
  • São SUTIS. Não imagine os psicopatas como LOUCOS, raivosos, brutais... talvez alguns, mas a maioria não. São pessoas aparentemente educadas, bem vestidas, com ótima articulação das palavras... e EXATAMENTE POR ISTO SÃO PREDADORES SOCIAIS: eles CONVENCEM! Eles PRECISAM CONVENCER VOCÊ para disfarçar as verdadeiras intenções. PRECISAM APARECER BEM NA FOTO! E é o que a maioria deles faz. Posso até afirmar que algumas profissões (como o livro também afirma) atraem muito estes indivíduos, pelo poder de convencimento e status social que proporcionam. Mas não apenas isto: cargos elevados em empresas e cargos políticos também atraem estes indivíduos, tanto quanto determinados lugares, como casas noturnas, aeroportos, pontos turísticos, lugares onde podem aproveitar da fragilidade, vulnerabilidade (emocional, física, financeira, hierárquica) de suas vítimas, e imporem sua vontade.
  • AUTOCONTROLE DEFICIENTE. São os 'cabeça-quente', pavio-curto, gostam de se vingar, e principalmente de comer este prato frio, BEM FRIO! 
  • Não aceitam FRUSTRAÇÕES, não aceitam um NÃO, não aceitam CRÍTICAS, mesmo que construtivas. Respondem a elas com VIOLÊNCIA SÚBITA, AMEAÇAS, DESAFOROS. E após as explosões de agressividade (seja física ou, em geral, verbal), voltam ao normal como se nada tivesse ocorrido. Um psicopata de verdade nunca perde o real controle, APENAS PARECEM PERDER. No fundo de seus olhos você verá que a raiva expressada, assim como o choro, não passa de mera simulação para atacar e conseguir o que quer. Se ele percebe que a melhor forma de atacar é fingir fragilidade, ele(a) irá chorar, se fazer de vítima. Se perceber que deve se impor, irá INTIMIDAR. Mas sempre saberá o que está fazendo, não esqueça, ele(a) tem total consciência do que está fazendo.
  • FALTA DE RESPONSABILIDADE: não se preocupam com regras, obrigações, nem nada que não seja a si próprio(a). As pessoas são COISAS para ele(a). Se para conquistar um cargo precise demonstrar responsabilidade, o fará até quando precisar, para impressionar e ganhar confiança. Mas na primeira oportunidade irá aprontar, e FEIO!
  • Problemas comportamentais precoces: possuem uma infância e adolescência problemática, em geral sem causas aparentes. É a criança problema, com pais que nunca souberam onde erraram.

  • Você irá me perguntar: o que causa a psicopatia? Até hoje a ciência não descobriu exatamente, se são os fatores ambientais ou o aprendizado comportamental. Trabalha-se hoje com a hipótese que é a junção dos dois: que os indivíduos nascem com a predisposição de terem a psicopatia, e invariavelmente apresentarão traços deste tipo de comportamento. Mas só exercerão em maior ou menor grau tal falha dependendo da passividade de seus pais ou quem os criou frente aos erros de caráter que apresentar durante a formação de sua personalidade.
    Cientistas já perceberam que lesões em determinadas regiões do cérebro são capazes de alterar o comportamento tal qual a psicopatia, mas estas pesquisas não permitem conclusões definitivas. Análises comportamentais comprovam que potenciais psicopatas tem reduzido sua 'agressividade social' quando o nível de tolerância ao seu comportamento aumentam. É como se o psicopata, ao longo da vida, fosse 'testando' a sociedade, a começar por seus pais ou quem o criou. E a cada passo mais além das regras que ele dá, mais se sente confiante para avançar ainda mais sobre o direito e espaço dos outros. Mas punições não fazem-no sentir culpa e mudar o comportamento, como já dissemos: simplesmente ele estaciona onde parou. Portanto, o melhor remédio para evitarmos 'criarmos' estes MONSTROS SOCIAIS' é uma intensa vigilância, tolerância zero à menor das infrações, desde a menor infância, quando percebermos algumas destas atitudes:

    1. Mentiras frequentes (ás vezes o tempo todo)
    2. Crueldade com animais, coleguinhas, irmãos, etc.
    3. Condutas desafiadoras às figuras de autoridade (pais, professores, etc.)
    4. Impulsividade e irresponsabilidade
    5. Baixíssima tolerância à frustração (crianças extremamente birrentas e furiosas quando contrariadas)
    6. Tendência a culpar os outros por erros cometidos por si mesma
    7. Preocupação excessiva com seus próprios interesses (falta de empatia com os coleguinhas, ou com os familiares, irmãos, etc.)
    8. Insensibilidade ou frieza emocional
    9. Falta de sentimento de culpa, constrangimento ou vergonha quando pego mentindo ou em flagrante;
    10. Dificuldades em manter amizades
    11. Desobediência em ficar em casa ou voltar na hora determinada, quando ordenado pelos pais ou pessoas mais velhas
    12. Faltas sem justificativas na escola (ou no trabalho, quando mais velhos)
    13. Vandalismo, destruição de bens públicos ou alheios
    14. Fraude de documentos, roubos 
    15. Sexualidade exacerbada, até mesmo induzindo, forçando ou coagindo outras crianças
    16. Precocidade no mundo das drogas e álcool
    O que os pais podem fazer:
    1. Procure conhecer bem seu filho(a). Mantenha contato com pessoas que estão nos ambientes onde ele está (pois em geral os pais não sabem como os filhos se comportam longe de seus olhos), para identificar os comportamentos acima descritos.
    2. Busque ajuda profissional (psicólogo, psiquiatra).
    3. NUNCA PERMITA QUE SEU FILHO(A) CONTROLE A SITUAÇÃO. Estabeleça objetivos mínimos para obter resultados positivos. REGRAS E LIMITES, esta é a chave primordial para um mínimo (MÍNIMO MESMO!) de controle desde cedo, deste tipo de desvio comportamental. Uma criança com perfil psicopático apresenta talento extraordinário para distorcer as regras estabelecidas e virar o jogo a seu favor. NÃO CEDA!
    Como se proteger de um PSICOPATA ADULTO?
    1. Sempre desconfie de todas as pessoas, em especial quando sua intuição lhe prevenir. Não menospreze o poder destrutivo de um psicopata. 
    2. As aparências enganam: não se guie pela aparência, pela educação inicial, pelo traquejo verbal... psicopatas são excelentes atores. Em especial, fuja do 'Olhar do Psicopata': eles tem um poder tremendo de se impor pelo olhar. Quando desconfiar que está na presença de um, não o desafie, não participe de seu 'circo'... ignore quando puder, e fuja de seu olhar. Não seja platéia para seu teatro, pois ele te puxará para o palco para ser sua próxima vítima.
    3. DESCONFIE DOS 'PUXA-SACOS': todo bajulador é um psicopata em potencial. Tentam impressionar suas vítimas com elogios, cuidados especiais, gentilezas excessivas e histórias falsas somente para parecerem ser a pessoa perfeita, ganhar confiança e conseguirem o que quer. Em geral querem colher informações suas, para usá-las contra você. Portanto, não aceite bajulações, e nunca, NUNCA MESMO, se exponha para este tipo de pessoa. Sua vida particular deve ser guardada a sete chaves, é sua intimidade e não é do interesse deste tipo de 'doente'. Você estará se preservando de grandes problemas se agir assim.
    4. Conheça seus pontos fracos, pois se não estiver consciente deles, o psicopata saberá aproveitá-los. Se você sabe onde ficam suas feridas, poderá proteger-se melhor destes doentes mentais. Autoconhecimento nem sempre é fácil de atingir sozinho, por isto, se puder, procure um psicólogo ou terapeuta para auxiliá-lo nesta tarefa. Todos nós precisamos nos conhecer melhor, independente de termos um maior ou menor desvio comportamental ou psicológico.
    5. Não entre nunca no jogo de intrigas: psicopatas adoram criar intrigas, em especial em ambientes de trabalho. Não caia no "fulano disse isto de você"... e outras coisas do gênero. Todos conhecemos histórias de pessoas capazes do velho 'tapinha no ombro e facada nas costas...". Você só não tinha parado para pensar que elas poderiam ser psicopatas, não é? Pois vendo por este ângulo, talvez você tenha mais cuidado ainda ao ter qualquer contato (pessoal ou profissional) com este tipo de doente mental.
    6. Não entre no jogo da pena e da culpa: psicopatas sempre tentarão inverter a própria culpa e jogá-la em você ou outra pessoa, dizendo que agiram como agiram pois não tinham escolha. Eu mesmo estou cansado de ouvir esta frase: eu não tive escolha... pois sempre temos escolha. SEMPRE!!! Não esqueça disto. Mas não adianta discutir com um psicopata. NÃO DISCUTA com ele. Não adianta. O que você não deve fazer é entrar no seu jogo: não tire da cabeça que ele(a) SABIA e SEMPRE SOUBE O QUE ESTAVA FAZENDO. Não se convença com lágrimas de crocodilo, ou raivas súbitas. Eles estão bem conscientes e frios do que estão fazendo.
    7. Não tente mudar o que não pode ser mudado: psicopatia é uma DOENÇA que NÃO TEM CURA. Não descobrimos ainda como alterar este desvio comportamental. E o pior: NOSSA SOCIEDADE NÃO CRIMINALIZA os psicopatas (ao menos que eles matem alguém ou cometam um crime ou contravenção). Então, não se assuste, mas você invariavelmente verá psicopatas nas ruas, no trabalho, no ônibus, no metrô... não temos regras ainda para tratar ou separar estas pessoas do convívio social. E elas se aproveitam e continuarão se aproveitando disto, fazendo as pessoas comuns e boas de idiotas e vítimas. Não acredite que você poderá mudá-las. Não há esta chance. Você só estará se expondo como nova vítima destes doentes. A melhor forma de se proteger é seguir o próximo conselho:
    8. EVITE-AS A QUALQUER PREÇO! Se você identifica alguma pessoa com os traços acima, mantenha-as longe de você e de sua família. Eles vivem fora das regras sociais e são ótimos atores, sabem encenar e jogar culpa nos outros. Se não se mantiver longe, o risco de sobrar nas suas costas será imenso! Poderá prejudicar toda uma vida de trabalho duro e suor por conta da ganância, falta de moral e ética de um DOENTE MENTAL PSICOPATA. E infelizmente temos muitos hoje soltos por aí.
    9. NUNCA, NUNCA MESMO, SEJA CÚMPLICE DE UM PSICOPATA: o melhor remédio para isto é agir dentro da lei e das regras. Não aceite os bordões: "não conte isto a ninguém", "você me deve uma", "em nome dos velhos tempos", "limpe minha barra que amanhã eu limpo a sua", "uma mão lava a outra"... quando não são palavras ditas por criminosos convictos, são ditas por psicopatas. Não é apenas uma questão de falta de moral e criminalidade, é uma DOENÇA!!! Siga as regras, siga as leis, e NÃO ACEITE QUALQUER DESVIO DELAS! Não é apenas moralismo barato. É preservar a si próprio da má intenção de pessoas que não se importarão em ver sua vida ser destruída enquanto estão nadando na grana dos outros, por exemplo. 

    Minhas críticas ao livro

    Por conhecer tecnicamente alguns temas tratados no livro pela autora Ana Beatriz, sei que a mesma cometeu alguns erros graves na denominação de alguns conceitos. Como exemplo: ela confunde emoção, com afeto e sentimento. São três coisas diferentes. Há outros, mas vou me ater apenas a este exemplo.
    Também ficou indefinido o objetivo do livro: se era para generalizar e trazer para o grande público, então não havia necessidade de colocar os critérios técnicos de diagnóstico na parte final do livro. São critérios técnicos demais para o público leigo, sem contato com a parte técnica de psicologia. Isto faz crer que os erros conceituais encontrados no meio do livro são por falta de conhecimento específico, visto que a autora é Psiquiatra  (médica  com uma especialização na área psicológica), o que me faz ter a impressão que ela, ao longo do livro tenta levar o leitor a crer que tem um conhecimento maior do que realmente tem. Tenho certeza que os erros que localizei (talvez hajam mais) vão chocar ao público de psicólogos ou psicanalistas, e a superficialidade de algumas generalizações também.
    Outra questão que me chama tremendamente a atenção é a grande persistência da autora em dar exemplos em que o psicopata é sempre do sexo masculino. Só encontrei um exemplo em todo o livro de uma mulher psicopata. E diversos em que o homem o é. Dentre estes, grande parte dos exemplos é de homens que se aproveitam das mulheres através de relacionamentos amorosos. Isto me permite uma tentativa de análise (na qual posso estar errado, mas vou me arriscar): ou a autora tem graves problemas com o sexo oposto (e para tal, precisa analisar a si própria) por projetar nos homens algo que com certeza está distribuída igualmente entre os sexos (não creio que todo homem seja um psicopata!) e/ou a autora tenha sido uma das vítimas de uma das histórias citadas, e utiliza-se do livro como uma espécie de sublimação da própria experiência, uma espécie de exorcização do próprio passado. Sei que me arrisco muito ao fazer este tipo de análise, mas quem conhecer um pouco de psicanálise há de dar um certo crédito para a hipótese que coloco acima. E em ambos os casos (talvez ocorreu ambos), a autora deveria buscar conhecer-se antes de projetar de tal forma seu inconsciente tão publicamente, talvez induzindo leitoras já desiludidas com o sexo masculino a ter mais receio ainda dos homens, e esquecerem que podem ter 'amigas próximas' psicopatas aproveitando-se de sua inocência.
    Mas de uma maneira geral, considero que a intenção geral do livro (ao meu ver atingida), a de popularizar o tema e a discussão da existência de pessoas com transtornos comportamentais psicopatas no meio da população em geral, e a tentativa de ensinar a identificar e a se proteger destes indivíduos está acima dos erros encontrados. Aliás, esta também é a intenção deste site (Psicologia.med.br). 
    Dos gravíssimos erros que encontro em diversos livros de 'auto-ajuda' e 'psicologia barata', creio que os deste livro são tremendamente desculpáveis, por isto RECOMENDO que compre e leia este livro. Irá acrescentar algo a você, em especial a percepção de que deve tomar muito mas cuidado com quem está próximo.

    Minha experiência pessoal

    Apesar de ter recebido emprestado este livro há meses, coincidiu lê-lo num momento especial de minha vida, em que passei a ter um certo tempo e disponibilidade para analisar pessoas que estão à minha volta em um determinado ambiente social, e que apresentam quase que total identificação com o tema citado. Nelas, me chama a atenção principalmente a vitimização: "eu não tive outra escolha"... é a frase que mais ouço deste tipo de pessoa, deste ambiente. O que já me chamava antes a atenção (e ainda mais agora) é que de vítimas só tem o discurso: vivem bem, ganham bem, tem de tudo e muito mais (pelo menos materialmente). São pessoas que sei serem capazes de prejudicar a qualquer um, por mais 'amigo' que tenham sido, se seus interesses forem prejudicados. São pessoas capazes de esquecer qualquer ajuda que já tenha dado a elas. São capazes de ignorar qualquer pedido de ajuda seu: simplesmente porque o que importa é, em primeiro lugar, o quanto de dinheiro cairá em suas contas bancárias.  Várias outras caraterísticas bate com estas pessoas, mas as principais são, além da vitimização, a falta de culpa ou vergonha na cara (não ficam vermelhas nem mesmo quando você demonstra o quão erradas estão), tentam inverter de quem é a culpa (ou jogam a culpa em você, ou em outra pessoa, sempre tentam inverter a culpa, que é sempre delas mesmas), e mentem, MENTEM E MENTEM DESCARADAMENTE. Sem vergonha nenhuma de mentir. Choram lágrimas de crocodilo na sua frente, prometem coisas, dizem coisas, e logo em seguida se contradizem. Se você as confronta com os fatos, desconversam.
    Cito isto apenas porque coincidiu o momento. Foi sincrônico, como diria Jung. Por isto me agradou o livro, apesar dos erros que a autora cometeu (é uma obra razoável, mas a autora da obra merece ressalvas, e não recomendaria num primeiro momento nenhum outro livro da mesma).
    E por fim, nos últimos dias me deparei com um provável psicopata na internet, mais precisamente no facebook (terra de ninguém, já que qualquer um inventa um nome falso e se esconde por traz dele : paraíso dos psicopatas e mentirosos). Ele se aproximou tentando fazer amizade, por conta de um concurso em que passamos nas primeiras colocações. Após ele 'acreditar ' que conquistou minha amizade, começou a tentar obter informações pessoais minhas. Quando percebeu que não conseguiria, seu comportamento mudou radicalmente, e antes de ser bloqueado por ele no facebook, ainda tive que ouvir xingamentos e acusações (eu acabei 'virando' o culpado pela agressividade dele)... pura agressividade disfarçada. Talvez seja quem ele disse que era, e venha a trabalhar comigo neste tal novo trabalho no qual passamos no concurso. Se for realmente um psicopata, irá fingir descaradamente que não sabe de nada, tentando reconquistar minha amizade. Pela minha parte, não quero contato com gente assim, pelos motivos que o longo texto acima já explicita porque.  E olha que este foi só um exemplo de várias outras experiências que já tive com este tipo de DOENTE MENTAL. Se contar alguns que já vi, vou precisar de muito mais que este site...
    Até mais!
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