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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Pergunta 28: Os seus maiores medos sempre se tornam realidade?


Já se perguntou porque seus piores pesadelos uma hora viram realidade? Talvez você esteja enxergando a situação de uma maneira errada, já pensou nisto?
Todos nós temos medos. Inclusive já expliquei aqui no site como são gerados nossos maiores medos, e como eles até podem se transformar em fobia (procure a matéria sobre Fobia, aqui no site). A maior parte de nossos maiores medos formam-se no início da nossa infância, em tenra idade (sim, estou falando de suas experiências desde o nascimento, e talvez até antes dele, durante a gestação).
Nós, adultos, na sua grande maioria, acreditamos que somos racionais e que nosso pensamento é sempre lógico. Pura ilusão. Até o mais lógico dos raciocínios é formado, em parte, ou na sua origem, de fantasias inconscientes...
fantasias estas criadas para que consigamos lidar com conteúdos interiores, os quais nossa consciência não aceita ou que são por demais penosos para ela; e também para que consigamos criar um significado para o que está à nossa volta, em nosso mundo exterior.
Quando chegamos na fase adulta, trazemos conosco muitas das nossas fantasias de criança, dos medos desproporcionais, etc., mas agora ‘racionalizados’ (damos justificativas a nós mesmos, para convencer-nos de que tais medos são reais). Algumas pessoas trazem mais medos e fantasias; outras trazem menos, porém todos estamos submissos a elas, e só uma sensibilidade e autopercepção aguçadíssimas, ou um prolongado e profundo tratamento psicanalítico são capazes de diminuir seus efeitos em nosso dia a dia.
Digamos que você tem muito medo de investir seu dinheiro em algo que compense a inflação, porque você não tolera nenhum risco, e deixa seu dinheiro na poupança. Prefere perder dinheiro a correr risco. Claro que é uma opção sua, mas já parou para pensar de onde vem este medo? Será que algo não aconteceu em sua infância, em especial com seus pais (e você presenciou), ou entre eles e você, que tenha lhe chocado a ponto de você trazer este medo com você até a fase adulta?
Talvez você se pergunte: mas eu consigo lidar com estes meus medos... Mas será que estes seus medos não estão bloqueando outras partes de sua vida? Será que sua vida não seria melhor se não gastasse tanta energia tentando se proteger de medos que, muitas vezes, não tem fundamento?
Além disto, já parou para pensar que existem medos naturais, pelos quais todos temos que passar algum dia? Toda mulher grávida tem medo de como será o parto, em especial o primeiro. Toda criança pequena sente medo quando perde o primeiro dente de leite. Toda menina sente medo quando tem sua primeira menstruação. Estes são medos pelos quais todos passamos, e alguns de nós sofrem mais do que os outros, dependendo da sua própria fantasia inconsciente.
Toda pessoa que vai ser operada tem medo de que a operação dê errado. Mas se é a melhor escolha a fazer para proteger sua saúde, que outra opção ela tem a não ser entregar-se ao que deve ser feito? Devemos pensar assim, quando decisões racionais já foram tomadas, e não haja melhor escolha. Quanto às coisas que esperamos que nunca aconteça (como a morte de uma pessoa querida) e invariavelmente elas ocorrem, devemos viver um dia de cada vez, e fazer o possível para diminuir a dor se elas ocorrerem. Seu ente querido não vai viver mais apenas por conta de você se preocupar diariamente com que nada aconteça com ele (por pior que esta frase soe ao ser dita). Em vez de se preocupar, procure compartilhar melhores momentos com ele(a) e as demais pessoas à sua volta. Se você se preocupar com tudo e com todos, não viverá a vida em sua plenitude. O que não tem solução, solucionado está. E o que ainda não ocorreu, se você não pode prevenir, prevenido está. Pense nisso!

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