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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Pergunta 31: O que faz você se sentir intensamente vivo?

Você já deve ter percebido, por experiência própria, que nosso nível de percepção aumenta e diminui ao longo do dia, das semanas, dos meses, e até de acordo com a época de nossa vida.
Alguns fatores contribuem mais para a diminuição de nossa percepção do ‘aqui e agora’: maior número de preocupações, excesso de atividades (agenda lotada), excesso de competitividade (nos faz querer tanto atingir um alvo que esquecemos de colocar a flecha no arco), grande perda recente (morte de pessoa querida, prejuízo financeiro, mau desempenho em algo importante), dentre outros. 
Fato é que passamos pouco tempo, o dia a dia, apenas sentindo o momento atual, em que se está. Quando foi a última vez que você parou e apenas ‘sentiu’ como você estava, onde estava, e o que estava ocorrendo naquele exato momento?
Faça isto, é um ótimo exercício mental, que ajuda a relaxar e a, principalmente, situar-nos quanto a nossos problemas.
Só estamos vivos, na realidade, quando paramos e refletimos neste momento. O passado já foi vivido, e o futuro, talvez não chegue. O único momento que você tem para ficar vivo é o agora. Claro que temos que planejar o futuro, mas não podemos agir 100% do tempo como se apenas ele importasse.
Esta é a chave da questão para muita gente, nesta sociedade pós-moderna onde todos se atropelam, um competindo com o outro, em busca de um futuro que nunca chega. O modelo de sociedade em que estamos contribui para isto: o enorme endividamento possível a todas as pessoas (modelo econômico recente na história econômica) faz com que elas vivam para trabalhar, em vez de trabalhar para viver. Todos tem que ganhar mais a cada dia, para pagar dívidas maiores e maiores, para poder se endividar mais ainda, a fim de comprar cada vez mais bens de que não precisam para viver. Se você se vê neste círculo vicioso, precisará de muita força de vontade para sair dele.
Comece valorizando os momentos mais simples, e garanto que todos eles não custam nada, nada mesmo. Por que em vez de ir ao shopping você não vai a um parque público ou uma praça com seus filhos? Por que em vez de fazer os desejos deles de ter um video-game de última geração, você não lhes dá livros, passeios a lugares diferentes (que não custam tanto), como museus, exposições, teatros populares... Por que em vez de você comprar uma televisão de LED de 56 polegadas para assistir a copa do mundo, você não se compra alguns livros em um sebo, e desliga a televisão à noite (economizará energia elétrica também)?
Estou parecendo meio radical? Sei que pareço, mas garanto que não estou sendo, por experiência própria. Claro que não precisa se isolar do mundo. Mas precisamos muito menos, para nos sentirmos vivos, nem que seja por alguns momentos, que o preço que nos cobram pela enorme quantidade de ‘bugigangas’ que nos tentam vender todos os dias. Se cair nesta armadilha, perceberá que nunca seu salário será suficiente para ser feliz, desta forma.
Sentir-se vivo é respirar e sentir o cheiro do ar. É andar e sentir-se pisando no chão. É olhar na sua frente e ver realmente o que e quem está ali, naquele momento. É pensar um pouco menos, e sentir muito mais. Parece que a cada dia nós seres humanos estamos deixando de sentir, cada dia um pouco. Devemos tomar cuidado, pois segundo Darwin, o que não usamos pode atrofiar, até desaparecer de nossa espécie. Pense nisso!

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