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sábado, 26 de julho de 2014

CASTRAÇÃO : o COMPLEXO e as origens da repressão da CRIATIVIDADE, do AMOR, e da base ÉTICA do indivíduo

A castração de Urano (Giorgio Vasari e Cristofano Gherardi, 1560)
Os Traumas psicológicos são causados em quatro etapas: a instalação na mente de uma 'imagem fantasma' do objeto perdido, uma mácula emocional, um nó de angústia e, por fim, aumento da complexidade do conjunto das emoções do indivíduo. Não é diferente com o Complexo de CASTRAÇÃO:  um dos conceitos mais controvertidos e mal vistos da Psicanálise. O complexo de CASTRAÇÃO é polêmico, exatamente por ser um dos mais reprimidos em todos os seres humanos (homens e mulheres): é tão intensamente sentido na infância, que a simples lembrança de sua existência é imediatamente negada e reprimida em qualquer adulto, mesmo nos que possuem conhecimento da teoria. Sexualidade, comportamento ético moral, amor e criatividade são algumas das bases da personalidade que são definidas pela forma com que você, eu, e cada um de nós enfrentamos este complexo logo cedo na vida, quando sequer temos ideia das implicações que isto trará em todo nosso futuro, na forma como nos comportaremos diante do mundo. E se você pensa que só homens sofrem com este complexo, melhor ler este texto e entender um pouco mais do que é esta teoria tão criticada, mas de efeitos tão intensos e devastadores em nossas vidas.
O quadro acima, de Castração de Urano, e a história deste Deus da Grécia antiga, já é uma prova da existência, pelo mito, de que algo no tema da castração chama tremendamente a atenção do ser humano. Há diversas histórias mitológicas, não apenas na Grécia antiga, que comprovam a recorrência do tema: a castração do Deus Rá, o Deus Sol, no antigo Egito; a do Deus hindu Mahadeva; do Deus asteca Quetzalcoatl, do Deus Babilônio Bel, e assim vai. Peço ao meu leitor que interprete os mitos simbolicamente: foque no choque que tal 'visão', tal 'ideia' é capaz de provocar. E é sobre este choque que começa nossa análise. E a partir do simbolismo deste 'choque', poderemos analisar (como em qualquer outro conceito psicanalítico), comportamentos reais, do dia a dia, de qualquer pessoa. 

Se você não leu o meu post anterior, há algumas semanas, sobre o COMPLEXO DE ÉDIPO, clique aqui e leia antes de prosseguir. Isto se deve ao fato de que o Complexo de Castração é uma continuidade natural do Complexo de Édipo, em maior ou menor grau, dependendo do indivíduo. 
Conforme você leu anteriormente, no Complexo de Édipo há um grande conflito no indivíduo, que simbolicamente significa querer para si, 'de volta' aquilo que acredita lhe pertencer, e destruir a ameaça do que (ou quem) possa lhe tomar. Tudo isto acontece simbolicamente, fantasiosamente, mas é bom relembrar que a cabeça de uma criança é um mundo à parte, extremamente intenso, concreto (não conhece pensamentos abstratos) e ambíguo (é pouco a pouco, no enfrentamento de cada barreira que lhe é imposta, que ela vai conhecendo os limites do mundo real, e entendendo que precisa de adaptar ao mundo).
Sempre peço paciência aos meus leitores quanto ao fato de que falo resumida e simplificadamente das teorias, e ás vezes prefiro omitir os termos mais impactantes, como qualquer psicanalista com bom senso o faz (determinadas coisas necessitam um conhecimento profundo antes de serem conhecidas na integralidade). Meu objetivo aqui é tirar a 'complexidade' dos conceitos, de forma a fazer com que todos se sintam mais curiosos a se aprofundar no mundo da psicologia, e aprimorem seu auto-conhecimento. Dito isto, prosseguirei...
O primeiro grande impacto sentido por uma criança é o nascimento. E ela passará, durante a intensa fase inicial de sua vida, desenvolvendo o complexo edipiniano, na fantasia de recuperar o 'paraíso perdido'. Relembro que o termo fantasia (veja post anterior) denota uma visão parcial e/ou distorcida da realidade, de forma a superar uma angústia de um fato real ou um pensamento insuportável. O próprio desenvolvimento do Ego da criança a faz imaginar que é capaz de grandes façanhas (por isto a fascinação infantil por super heróis), e os enfrentamentos com as barreiras aos seus desejos (até então não contidos) começam a criar marcas na mente infantil.
Até o Complexo de Édipo, a criança 'fantasia' eliminar um dos pais (em geral o do mesmo sexo) para possuir o do sexo oposto. Lembra-se o que falei de Melanie Klein (no post sobre o Complexo de Édipo), sobre a mãe boa e a mãe má, e as fantasias concretas que fazem as crianças imaginar bruxas e monstros? Bem, até então, estes pensamentos de 'culpa' chegam apenas até aqui: o susto que um monstro, ou uma bruxa pode dar àquela criança que, em sua mente, sente-se culpada pelos pensamentos edipinianos de possuir o que deseja e eliminar o que não gosta (lembre-se de que o Superego ainda não está formado, ela não sabe exatamente o que são regras, leis, normas, ética). Sua culpa se 'concretiza' em um monstro (já que ela não é capaz de imaginar seu pai ou sua mãe maltratando-a, como algo ruim), e tem medo desta 'culpa' vestida de monstro/bruxa...
Aos poucos, porém, sua percepção do mundo vai se aprimorando, e sua fantasia vai ficando mais complexa... eis que surge o complexo de castração...
Nosso inconsciente é baseado em imagens concretas. Quero dizer com isto que só somos capazes de imaginar pensamentos abstratos na consciência. Seu inconsciente, pelo contrário, se manifesta através de imagens, como você pode perceber nos sonhos... ou de sentimentos intensos (que muitas vezes se transformam em imagens para que a consciência consiga captá-las). Pois bem: esta culpa sentida da criança, por querer destruir um dos pais (por retirar-lhe, impedir-lhe o acesso aos seus desejos fantasiosos) ao se tornar complexa, transfere-se para imagens mais complexas, e mais próximas da realidade... e isto vai ocorrer evolutivamente ao longo da vida. E a imagem mais forte e intensa na qual ela irá se fixar será na fantasia da 'castração'.

A formação do Complexo


Crianças são muito perceptivas, nunca esqueça disto. Elas estão se adaptando ao mundo que nós adultos 'acreditamos' conhecer muito bem. E muito cedo percebem uma grande diferença de seu próprio corpo e de outras crianças / adultos : alguns têm 'pipi', outros não. Coloque-se no lugar da criança, e perceberá a lógica da formação deste forte complexo: por mais que se tente explicar para ela porque as meninas não tem 'pipi' e ele têm (ou vice-versa), ela pensa concretamente, e no mesmo momento em que possui um forte complexo de culpa (o complexo Edipiniano) atuando dentro de si... A correlação natural que toda criança fará é a de que quem não possui 'pipi' teve ele cortado, retirado (por algum motivo...) e isto poderá acontecer com ele (se for menino)... A criança percebe que os adultos não estão falando totalmente a verdade quando tentam explicar esta diferença (e mesmo que expliquem, a criança não tem total compreensão de forma abstrata para compreender),  e isto só serve para aumentar ainda mais a ansiedade... porque não querem lhe dizer? Porque se esconde o lugar onde fica o 'pipi'? Para esconder quem 'tem' e quem 'não tem'? 'Por quê tiraram o meu (se for menina)? e assim surgem uma série de perguntas e fantasias subsequentes, que desembocam na mesma imagem: nos meninos, a de ter o pênis 'mordido', arrancado, cortado por aquele dos pais que é alvo de sua raiva - agressividade... e na menina, quase que da mesma forma que nos meninos, um aumento da complexidade desta culpa, com tons de vergonha, injustiça, medo... tudo dependerá de cada caso, cada criança, da forma como as coisas vão acontecendo na vida desta criança e de sua irascibilidade inata (algumas crianças nascem mais predispostas a sentir raiva ou culpa que outras...).

O impacto da Castração


A castração, enquanto imagem, fantasia, pensamento, é a primeira e mais forte sensação de punição que o ser humano sente, e está aí a sua grande força. Antes deste pensamento, existiam apenas monstros e bruxas. Agora há uma visão clara de uma agressão ao seu próprio corpo: o que com certeza, até mesmo em nós adultos, é capaz de gerar tamanha repressão que dói só de pensar. Repito que a criança não é capaz de racionalizar como nós (usei racionalizar, e não raciocinar, porque é impossível fugir da lógica que cria o complexo... qualquer forma de fugir dele é uma racionalização : algo paliativo, é jogar debaixo do tapete do inconsciente... com os perigos maiores que daí decorre).
Não pense que este pensamento é menor na menina. Freud mesmo afirma que as crianças, antes do desenrolar deste complexo, tem sua sexualidade mental indefinida: em sua mente não há diferença entre meninos em meninas. O que há são comportamentos que a sociedade impõe logo cedo para as crianças, separando o que são coisas de menino e o que são coisas de menina... mas é a partir do impacto e do que sua frágil mente fará com o complexo de castração que muita coisa será decidida na vida da criança, incluindo sua própria sexualidade.
Entenda o simbolismo da imagem da 'castração' com o significado à que está ligada: significa SEPARAÇÃO, ANGÚSTIA, PERDA DE AMOR, MORTE, SITUAÇÃO DE PERIGO. A imagem da castração é apenas a 'fantasia' pela qual a criança personifica seu medo. Mas é uma fantasia tremendamente forte: ninguém duvida que a área genital (tanto no homem quanto na mulher) é extremamente sensível e cercada de uma monumental quantidade de tabus, idéias, pensamentos, fantasias e desejos. Não pense que a criança está alheia a isto. E por este motivo, a imagem de ter o "pênis" arrancado é tão forte e dolorosa (seja para o menino ou para a menina). É uma (se não a maior) agressão psicológica que se pode sofrer (procure conhecer as formas de tortura da Idade Média, e verá que muitas eram focadas na parte genital). E Freud, desde logo percebeu que esta imagem está presente e é intensamente forte em todas as pessoas e crianças, a começar pelo "Pequeno Hans"...

Freud e a Castração


O primeiro caso estudado por Freud quanto a castração foi o do "Pequeno Hans", em 1909 (Volume X das Obras Completas de Freud - Editora Imago), mas ele já citava este complexo no seu ensaio "Sobre as Teorias Sexuais das Crianças" em 1908. Claro que desde aquela época o conceito foi rejeitado pela grande maioria das pessoas (até hoje é assim...). Resumindo o caso, esta criança, Hans, deslocou o medo que possuía de uma retaliação de seu pai (pela raiva que sentia mas não podia expressar), no medo de que um cavalo poderia morder seu pênis, de tal forma que sua família sequer poderia levá-lo até a cidade (não havia carros naquela época, sendo o transporte feito por tração animal), tal era o pavor que a criança sentia até mesmo de ouvir o barulho de um galope. 
E porque nós, adultos, recusamos tanto até mesmo aceitar que tal complexo existe? Freud explica: 
"o acontecimento todo [...] é tão completamente esquecido que sua reconstituição durante o trabalho de análise é recebida pelos adultos com a mais completa incredulidade. Na verdade, a aversão a ela é tão grande que as pessoas tentam evitar qualquer menção ao assunto banido e as lembranças mais óbvias dela são ignoradas por uma estranha cegueira intelectual" 

Para entender os efeitos da castração

Acredito que a melhor forma de entender este complexo é imaginá-lo como um buraco negro, que distorce a força gravitacional de todos os objetos que estão á sua volta (e somente por esta distorção é que consegue ser percebido). De tal forma este 'buraco negro' da castração é sentido dentro de nós até o último dia de nossas vidas, que podemos percebê-lo através de comportamentos, posturas, e principalmente através da inibição e da disposição á criatividade.
Melanie Klein demonstrou que inibições são efeitos diretos deste complexo de castração. Crianças e adultos inibidos em qualquer área de sua vida possuem registros conturbados (no inconsciente) de sua infância, de quando passaram pelo choque deste complexo. Lembre-se de que estes registros no inconsciente podem ser reais ou não... o que vale aqui é a força que eles tem, tenham sido produzidos por uma mente infantil fantasiosa ou por fatos que realmente tenham acontecidos. Normalmente, o que ocorre são fantasias neuróticas da criança: sua percepção distorce tremendamente a realidade, e forma registros que vão afetá-la por toda sua vida, através do inconsciente. 
Uma criança inibida pensa: "se eu fizer X - algo que entende ser errado ou não aceito - serei castigado(a) - com a castração". Outra criança pode não querer jogar uma bola ao seu cãozinho, pois vê-lo mordê-la de tal forma o choca (lembrando-o do complexo) que o apavora a ideia de que a mordida poderia ser em seu 'piupiu'. O Adolescente poderá se sentir como que 'castrado', quando for proibido por seus pais de fazer determinada coisa. O Adulto sentirá angústia igual quando não conseguir passar em um concurso público. E o que muda? A forma como ele lidará com os efeitos da castração, como ele vai superar esta angústia.


Superando os efeitos da Castração


Em geral, as pessoas medianamente saudáveis conseguem sublimar os efeitos deste complexo: significa que conseguem superar perdas com maior resiliência; quando não conseguem as coisas que desejam, são capazes de buscar por novos objetivos e desejos. Mas o medo continuará ali, por mais que não pensemos nele. Apenas deslocamos a angústia de sermos pegos e mutilados, para outras imagens: sermos presos, maltratados, agredidos, processados, recebermos uma multa ou uma expulsão de campo... a base desta angústia começou lá atrás, com o medo de ser castrado.
A imagem da castração é tão forte, que é incomum que um adulto se lembre dela... irá ter 'fantasias' com vários outros tipos de imagem. Um cão mordendo sua mão, no sonho, por exemplo... os dedos sendo cortados... a análise simbólica, prática corrente da psicanálise, auxilia na identificação do eco de fundo do complexo de castração, e assim, trazendo a luz sobre a angústia inicial da pessoa, baseada na culpa, fazê-la superar o medo que deu origem ao complexo, que tornou-se irreal, 'fantasmático', diriam alguns...
Historicamente, o ser humano sublima o complexo com resiliência e superação. A culpa do complexo de Édipo, e depois o medo de ser punido sendo castrado, é superada pela sublimação, enfrentando o medo, e para isto é necessário introjetar uma visão mais realista de si mesmo e do mundo. Aceitar o que se perdeu e o que não se pode ter, dá início ao processo de deslocamento da energia que antes era focada na angústia da perda. 
Traumas durante a vida são inevitáveis. Mas o que diferencia os indivíduos bem sucedidos socialmente, e que sofrem menos de angústia, é a forma como lidamos com nossos traumas. Lance Armstrong foi uma criança rebelde, e mesmo no início de sua carreira como ciclista (ganhou por diversas vezes a Volta da França, principal competição ciclística do mundo) não gostava de obedecer ao seu técnico. Após o longo tratamento de câncer, voltou a treinar e obteve novamente uma sequência de vitórias em sua carreira, porém, segundo relato de seu próprio técnico, mais obediente, focado e sem mais rebeldia. Sua rebeldia na infância foi uma forma de superação do complexo de Castração : a forma mais comum de superá-lo. Porém, o indivíduo torna-se menos inibido mas desregrado, sem foco. Quando sentiu, durante o próprio tratamento contra o câncer, de que ali a vida lhe impunha uma barreira que sua simples birra não iria superar, alcançou um novo estágio de desenvolvimento psicológico. Melhor foco, menos energia gasta na rebeldia, lhe permitiu iguais ou melhores resultados que antes, após um intenso tratamento contra o câncer que poderia ter sido suficiente para encerrar sua carreira de ciclista.
Já a criatividade é uma forma mais evoluída de superá-lo: encontrar novos meios de se conseguir o objeto desejado e proibido pelas vias que acreditávamos anteriormente. Ao mesmo tempo em que se foca em outros objetos (diferentes do inicialmente desejado, por ser proibido) ou novos caminhos para se atingir o que se quer, gasta-se menos energia na angústia de ser punido, do medo de sofrer represálias, medo de não se conseguir. Vários autores encontram nesta forma de sublimação um caminho que justifica a melhor forma de lidar com este complexo encontrada pelas mulheres, que pelas dificuldades encontradas em uma sociedade machista, que impõe uma 'castração' muito maior á mulher que ao próprio homem, que não possuindo, em geral, meios para impor sua vontade (através da rebeldia), encontram na criatividade uma forma de sublimar, superar a angústia do medo inicial.
Temos que acrescentar também o papel do Amor e da Ética, não menos importante. O amor pelos outros, e consequentemente, o verdadeiro respeito à ética, ao destino das pessoas à sua volta, vê-los como pessoas tão importantes como você, pode se dar após grandes choques com o complexo de Castração. Grandes derrotas seguidas na vida podem mostrar que só há dois caminhos a seguir: bater de frente no muro, que não irá ceder, e viver constantemente angustiado por não superá-lo (com o medo da represália da vida, das pessoas, de tudo que você combateu) ou entregar-se à aceitação, entender o que não se pode ter. Amar é aceitar, e por mais que quando você começou a ler um texto sobre 'castração' não imaginou que ele terminaria falando de amor, digo que esta é uma das diversas grandes surpresas que a psicologia e a psicanálise guardam...
Castração pode se traduzir como 'capacidade para o prazer'. Você só supera o medo da castração se a vontade de buscar o que te dá prazer for maior. E para isto, você tem que admitir que a fonte de prazer 'vale realmente a pena'. E amar é isto. Amar é aceitar os defeitos (eis aí uma grande castração... a fantasia da pessoa perfeita). Por isto pessoas que idealizam demais sua 'alma gêmea' não consegue amar, vivem angustiadas... pois a castração é uma imagem constante, quando estão com a pessoa real ao seu lado. Enganam-se também os que buscam literalmente o prazer físico pensando ludibriar a castração: 'fetichismo' é algo sempre cercado de desajustes com o complexo de castração... e em geral são pessoas que não criam vínculos (sua fixação no objeto de fetiche sexual é uma proteção, pois tentam fugir da angústia de um relacionamento real, amoroso, com uma pessoa de carne e osso). Elas temem não poder controlar a relação...  temem se entregar....  temem amar.
Para concluir a importância do amor para superar o complexo de Castração, necessário dizer que em todas as grandes histórias de amor da humanidade a ameaça de perda, de 'castração', está presente: Sansão e Dalila, Tristão e Isolda, Heloísa e Abelardo, Lancelot e Guinevere... seja castração literal ou figurativa. O verdadeiro amor precisa de um obstáculo, precisa ter uma punição vinculada e se tornar um desafio a ser superado. E é a entrega do 'amante' ao risco, para alcançar o seu objeto de amor, que o faz superar a angústia do medo da punição. Afinal, o amor vence tudo, não é? 
Fico por aqui. Até a próxima!
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