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domingo, 13 de julho de 2014

Tempo (11): não perca tempo em um caminho no qual não se sente bem!

Se você tomou um rumo na vida no qual não acredita, ou no qual se sente preso por razões que não lhe agradam (dinheiro, por exemplo), saiba que você está jogando fora o tempo de sua vida. Se hoje você não acredita estar pagando um preço alto, então espere mais alguns anos e comprovará (da pior forma). A vida é curta, e o tempo tem um valor que só conseguimos perceber depois de muita experiência ou uma sensibilidade bem apurada.
O sucesso na vida só alcança quem realmente faz o que gosta. Pode até ser necessário você ter que fazer coisas de que não gosta para atingir seu grande objetivo, mas somente aí isto vai valer a pena. Quando você busca um objetivo pelo qual acredita desde o fundo de sua alma, qualquer sacrifício vale a pena, e o seu tempo não será desperdiçado.
Vejo hoje um dos principais conflitos nas pessoas ser o de trabalhar no que gosta/acredita ou no que pague mais. Creio que não basta colocar o dito de que ‘quem faz o que gosta nunca trabalhará’. Seria apenas mais um conjunto de palavras que muitos gostam de ler em seu livro de cabeceira e depois esquecem de colocar em prática. Então vou propor algo bem mais prático: converse com as pessoas sobre suas vidas, em especial com pessoas de mais idade que a sua. Pergunte-as como foi sua vida, e deixe que falem, sem as interromper.
Com um pouco de sensibilidade você perceberá na prática, ouvindo, qual a falta que faz na vida o tempo que se perdeu lutando por coisas que não se acreditava, por pessoas que não valiam a pena, por ideias que você nunca endossou, pelo dinheiro que você tanto queria mas não soube utilizar.
Ouvir a história de vida das pessoas, em especial da própria pessoa, é uma coisa maravilhosa, quando se tem ouvidos atentos e coração aberto. Te trará mais humanidade. Acho que é isso que falta muito no mundo de hoje, e é o que menos se busca (por isto há de sobra!). Estamos em um mundo que vive muito de política, economia, violência, consumo... e pouca humanidade. Nisto parece que regredimos... acho que devemos aprender muito com a década de 60 do século passado, e com o século XIX na Europa!
E se, mesmo depois de ouvir pelo menos umas três pessoas de maior idade contando sobre todos os sofrimentos, lutas e vitórias de suas vidas, você não se convencer de que vale mais a pena fazer o que se gosta, o que se nasceu para ser e fazer, simplesmente para ganhar um salário maior, ou ter mais prestígio ou reconhecimento, então vá em frente. Ninguém vai te impedir, muito menos eu que não passo de umas letras na tela que você está lendo agora. Só faça um favor a si mesmo: não volte a ler este texto daqui a alguns anos. Não por mim; é que certamente você não vai se sentir bem consigo próprio(a).
Pense nisto.
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