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sábado, 2 de maio de 2015

50 faces da vida: 5 - fidelidade e honra

Um cachorrinho chamado “Leão” fica pelo
segundo dia consecutivo no túmulo do seu
dono, que morreu nos deslizamentos de
terra no Rio de Janeiro em 2011
Parece que alguns princípios ficaram desgastados atualmente. Só parece. Muitos deles são princípios porque fazem parte de nossa essência humana. A fidelidade e a honra são dois deles. 
Todos podemos viver uma vida sem honra, sem ser fiel ao que acreditamos, tampouco às outras pessoas. Podemos nos aproveitar da confiança dos outros, do amor que nos dão, para conseguirmos o que queremos e sairmos impunes disto, se quisermos e tivermos inteligência para tal. Pode-se até mesmo acreditar que não haverá no nosso caso o equilíbrio natural da vida, a lei do eterno retorno, e que o que fizemos voltará a nós, em geral várias vezes potencializado. Mas nunca fugiremos de nós mesmos, em especial quando se encosta a cabeça ao travesseiro antes de dormir o sono dos justos.
Ser fiel é algo além do rótulo de fidelidade conjugal. No caso de um casal, é ser cúmplice, irmão/irmã, amigo(a), estar ao lado da pessoa em todos os momentos, sentir em si tudo que o outro está sentindo. Ser fiel com a sociedade, com sua família, com seus amigos, é seguir seus princípios, aqueles que te guiam no exato caminho do que é certo ou errado. Ser fiel é, às vezes, ter que fazer algo de que não gosta, ou mesmo desagradar muito a alguém que ama, para que possa indiretamente garantir-lhe a felicidade, a paz, a segurança e a tranquilidade. Não se tem honra sem fidelidade. E não se é fiel se não tiver princípios, se não honrar sua essência, do que é certo e errado. 
A fidelidade e a empatia são duas faces da mesma moeda. Só se é fiel porque espera-se que o outro também o seja com você. Mas nos dias atuais, exige-se algo além disto: seja fiel mesmo que o outro prove que ele/ela não o é.
A fidelidade é consigo próprio, através do outro. Honre sua palavra, honre seu compromisso com o outro, não porque quer obrigá-lo a sê-lo, mas porque assim você busca o equilíbrio na relação, a justiça entre os dois, mesmo que o outro não faça sua parte. Isto é problema dele. Você pode fazer a sua.
Seja fiel a princípios. Acredite no ser humano, acredite que fazendo sua parte está dando um passo a caminho de um mundo melhor, independentemente da quantidade de outros que façam o mesmo. Honre sua condição humana, honre quem é, independentemente do que julguem de você ou suas ações. Quem constrói uma reputação honrada, quem é reconhecido por sua fidelidade, o faz porque acredita que não são necessárias leis para regular a vida em sociedade, mas que o coração e as ações são a melhor balança que a Deusa da Justiça pode usar para julgar sua vida.
Pense nisto!
Até amanhã.
Adilson Cabral.
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