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sábado, 22 de julho de 2017

RELACIONAMENTO SAUDÁVEL #05: EVOLUIR SEMPRE

Pessoas e relacionamentos não podem ficar estagnados. Não podem sofrer de Síndrome de Gabriela*, como popularmente chamamos a resistência a mudanças e ao autodesenvolvimento. Há pessoas que acreditam que nasceram e irão morrer com os mesmos defeitos, ás vezes até piorados. Chegam a exaltá-los como parte de sua personalidade, como se fossem eles (os defeitos) que lhe caracterizassem como um ser único. Mal humor, irritabilidade, instabilidade emocional, falta de paciência, de disciplina, de organização, de motivação, de responsabilidade... estes são alguns dos defeitos exaltados por pessoas que acreditam que não precisam mudar para melhor, e que não permitem que seu(sua) parceiro(a) os auxilie a se autodesenvolver. Um dos objetivos de todo relacionamento saudável é a evolução de quem faz parte dele, e para isso cada um ajuda a outra parte, como um ponto de apoio para facilitar o processo que, individualmente, seria muito difícil ou até impossível. Metas, objetivos, sonhos, auxílio em momentos difíceis, aprender com os próprios erros e os do parceiro, segurança de saber que se tropeçar pode contar com quem lhe ajude a levantar, e aprender a ter responsabilidade por quem está ao seu lado... estas são algumas das várias possibilidades de autodesenvolvimento proporcionadas por um relacionamento saudável. Nela as pessoas estão dispostas a aprender e a ensinar, a mudar seu pior lado para melhor, e a ajudar seu par a também fazer o mesmo. Aprendem a ter tolerância aos defeitos do outro, complementam-se no que falta um ao outro. Quando um dos dois (ou ambos) estagnam, exaltam seus defeitos e acham que não precisam melhorar ou evoluir, simplesmente impedem que esta seja uma relação saudável. Estará não apenas indo de encontro à sua própria natureza (que é a de evoluir), como também impedindo a evolução de quem está ao seu lado. Sem a própria conscientização da pessoa de que precisa mudar, o papel do outro não passará de um codependente: aquele(a) que, inconscientemente, auxilia a pessoa a continuar e a aprofundar seus próprios problemas.
Sim, é possível uma relação de codependência, e já vi pessoalmente algumas que duraram toda uma vida. Mas não são relações saudáveis: trazem consigo traumas, angústias e dores a todos que fiquem próximos, como consequência da falta de autopercepção e autocrítica do indivíduo originário. A humildade para admitir que se está agindo errado, e querer mudar, é algo digno de pessoas que realmente estão preocupadas não com seu próprio umbigo, mas com todos à sua volta, em especial com aqueles que ama. Quando não se quer perder ou fazer sofrer aqueles com quem nos relacionamos, decidimos melhorarmos como pessoa... é o mínimo que podemos fazer, a nossa parte no cultivo de uma relação saudável que queremos que dure para sempre... pense nisso!
Até o próximo post!
Adilson Cabral

*Síndrome de Gabriela: é assim popularmente chamada no Brasil para designar a resistência a mudanças e ao autodesenvolvimento, tanto de homens quanto de mulheres. Advém da música tema do filme "Gabriela Cravo e Canela", cuja letra diz: “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou sempre assim…Gabriela”
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