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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

RELACIONAMENTO SAUDÁVEL #15: PEQUENO PRÍNCIPE


Você é eternamente responsável por aquilo que cativas... esse é um trecho do clássico livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Em um relacionamento saudável, há um compromisso, mesmo que tácito, não expresso, em cuidar de quem cuida de nós. Somos responsáveis pelo seu bem estar, pela sua felicidade tanto quanto ele(a) pela nossa. O desenvolvimento psicológico e espiritual de uma relação a dois advém exatamente deste ponto: tirar o foco do ego do seu próprio umbigo, fazendo com que o ser se preocupe com alguém além de si próprio(a). O sentido de coletividade necessariamente passa por saber o que é preocupar-se com o outro tanto quanto (ou mais) que consigo próprio(a). Não se pode falar em resolver os problemas do mundo, se você não consegue sequer sentar e resolver seus problemas com seu(sua) parceiro(a). E é isso que nos traz de mensagem o Pequeno Príncipe. É mais fácil trazê-lo tatuado no corpo que entender e praticar sua mensagem original.
Nem todo tipo de relação de amor, entretanto, proporciona a evolução dos participantes. A relação de uma mãe com seu filho, por exemplo, dá-se majoritariamente em termos inconscientes, e por esta razão, traz à tona todo tipo de sentimentos e idéias que não necessariamente farão ambos evoluírem (apesar de ter potencial para tal). Já um relacionamento saudável entre um casal sim, para assim ser denominado (saudável) deve partir da preocupação essencialmente consciente do bem estar um do outro. Essa consciência de que um está a serviço do bem estar, da felicidade e da saúde do outro é que é responsável pela transmutação da pessoa essencialmente narcisística (já falamos dela em post anterior) para alguém que age conscientemente pelo bem estar muito além de si própria. Pense nisso!
Até o próximo post!
Adilson Cabral
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