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domingo, 4 de fevereiro de 2018

SUPERAÇÃO #15: O RETORNO SEMPRE ACONTECE!

"T." se achava muito esperta. Passou sua vida se fazendo de vítima, enquanto se aproveitava do dinheiro, do amor e da bondade de todos que acreditavam em suas histórias. "T"nunca gostou de trabalhar, mas adorava uma praia, viajar, cafés, sushis, sempre da melhor qualidade... sempre teve um "inocente" a lhe pagar, acreditando que tinha seu amor correspondido. 
"T." também era possessiva, gostava da ideia de filhos e família, mas eram a "SUA" família. O parceiro, necessário para a geração de uma nova vida, era apenas um acessório, a ser usando enquanto lhe proporcionasse prazer e dinheiro... Pouco importasse que seu filho viveria longe do pai... era SUA família... o pai era mero acessório....
"T." também tinha a língua afiada: jornalista de formação, sabia lidar com as palavras, sabia fazer um discurso perfeito, sabia convencer da personagem que criou a si mesma... talvez até ela mesma acreditasse que era aquela pessoa.
"T."usou e abusou do dinheiro e do amor de seu primeiro marido. Largou-lhe e foi morar bem distante, conseguindo o que queria: não precisava mais vê-lo, e ainda tinha a vantagem de receber uma polpuda pensão. Continuou fazendo apenas pequenos bicos... porque na realidade descobriu que na vida não precisaria trabalhar firme: também tinha uma irmã podre de rica que havia aplicado o golpe do baú em um milionário... e também podia se socorrer no dinheiro dela...
"T." aplicou de novo, e de novo o velho golpe. Mais uma filha a viver longe do pai (pois novamente se mudou para longe), mais uma polpuda pensão, mais dinheiro da irmã rica... trabalhar para quê? O mundo estava a lhe servir: continuava com o discurso de vítima, vítima do mundo, do interesse dos homens, deste mundo de "interesses"... discursava isso em suas postagens no facebook e no instagram, enquanto estava na praia, tomando sol, bebendo, saindo para as festas... não se importava que seus filhos viveriam longe dos pais, ou do mal que criou na vida daqueles que lhe amaram verdadeiramente.
Em cada novo lugar que ia morar, em pouco tempo já achava um novo "amor" temporário, que se encaixasse nos seus interesses de curto prazo. Quando tivesse a oportunidade, chutaria o inocente e procuraria outro. Era assim que pensava...

"T." desistiu da psicologia, da religião, de tudo que promove uma autorreflexão. Se insistisse em algo nesta linha, descobriria quem realmente era, descobriria que não era a vítima, era tudo aquilo que apontava nos outros, especialmente nos homens dos quais se aproveitou, dos pais de seus filhos de quem os distanciou, das pessoas que lhe amaram e pensaram que viveriam uma vida ao seu lado, sem imaginar a pessoa sem caráter que era...
O que "T."não imaginava é que dia a dia seu quadro de esquizofrenia piorava... advinda de seu pai, a doença era uma sombra que ela carregava mas que jamais admitira que poderia ter. Sofrera muito a perda de seu pai, mas isto não foi suficiente para perceber o mal que alguém pode causar na vida de outro, especialmente daqueles que a amam, quando se está incapacitado de receber o amor que lhe dão. A esquizofrenia faz isso, dentre outras doenças psicológicas. 
"T."se fechou em seu mundo. Dia a dia, por não querer superar seus próprios problemas, por evitar enfrentar sua própria doença (que no fundo sabia que tinha), o mundo visto pelos olhos de "T."parecia cada dia mais hostil, mais agressivo, e ela, cada dia se sentia mais impotente. Descontava cada vez mais sua raiva nas pessoas que mais lhe queriam bem. Vivia cada vez mais na ilusão de quem achava que era, enquanto todos à sua volta, que se preocupavam, começaram a se afastar... cada dia "T."ficava mais sozinha, mais vítima de si mesma.
Quando finalmente aconteceu o que mais "T." temia, não havia mais quem culpar. Seu mundo de fantasia caiu. Já não havia mais tempo para arrependimento. Já não era possível pedir ajuda para alguém consertar, pois esse tipo de coisa não se conserta. E finalmente, "T."entendeu que, o tempo acabou. A vida é curta, e ela sabia bem disso. 
"T." olhou para trás de si, e viu o exato momento em que se perdeu. Não foi quando ela mentia para todos os que acreditavam nela. Foi quando ela começou a acreditar na própria mentira.
A história de "T."pode ser uma mera ficção (talvez não seja). Mas acredite: você só vai superar os problemas da vida (problemas que todos invariavelmente viveremos), se for honesto(a) e verdadeiro(a), primeiro com os que te amam e te querem bem, e por fim, com você mesmo(a). Pense nisso! O retorno sempre acontece. A vida não tem pena. Ela é apenas justa.
Até nosso próximo post! 
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